ESTAMOS NO ALENTEJO
Vidigueira
É no Monte Novo da Lisboa, em plena Vidigueira, numa propriedade com 110 hectares de vinha que são produzidos os vinhos Paulo Laureano.
Estamos no Alentejo, mas este é um Alentejo diferente. É o Alentejo da Vidigueira, com uma formação geológica das mais antigas do país, pequenas encostas e um solo de xisto negro (muito duro), que oferece aos vinhos uma mineralidade muito acentuada e uma ótima frescura. As amplitudes térmicas acentuadas, onde de dia os termómetros chegam aos 45ºC e à noite não ultrapassam os 12ºC, também ajudam, porque as maturações são mais lentas. O resultado? Maior concentração, mais cor e melhor acidez, essenciais ao equilíbrio dos vinhos.
O extenso Alentejo vitivinícola possui uma diversidade marcante nem sempre percetível.
Mas existem regiões produtoras de vinho cuja diferenciação é inegável. Nessas encontra-se certamente a Vidigueira, onde a produção de vinho tem mais de 2000 anos de história.
Com um clima de fortes amplitudes térmicas na altura da maturação das uvas, um relevo marcado por pequenas encostas, que distinguem a Vidigueira das planícies alentejanas, e um solo de xisto único, inscreve uma forte marca de identidade nos vinhos produzidos, distintiva do resto do Alentejo.
É um terroir único que acentua também o caráter exclusivo de algumas das suas castas mais características, como é o caso da Tinta Grossa, “Tinta da Nossa” como lhe chamam na Vidigueira.
Não é sem razão que a Vidigueira deve o seu nome à vinha, concretamente à vide da videira. Esta é certamente uma das regiões vitivinícolas alentejanas, e porque não afirmá-lo portuguesas, de maior diferenciação.
Este enclave alentejano foi sempre uma região que despertou um enorme interesse agrícola, que o digam os Romanos que povoaram S. Cucufate, ou os monges que se lhe seguiram e cujo convento perpetuou o nome do local até hoje.
Na zona da Vidigueira e de Vila de Frades, predominam os solos de origem sobretudo xistosa. Solos menos produtivos, bem drenados, que acentuam um caráter de mineralidade marcante que distingue os nossos vinhos.
A orografia desta região distingue-se das vastas planícies que a delimitam a Sul ou das zonas mais secas de montado a Norte.
A serra de Portel (ou escarpa da Vidigueira) marca toda a área, produzindo uma zona mais húmida, ondulada, com um coberto vegetal mais exuberante, que por sua vez se traduz num clima quente, mais suave.



